O MELHOR DA DMA CONFERENCE 2009.

Arquivo da categoria Dia 1

Mobile marketing e redes sociais.

Uma das mesas redondas mais interessantes que assisti foi sobre Redes Sociais e Planejamento de Marketing. Joy Schwartz, co-presidente da Euro RSCG Chicago, chamou a atenção para o grande potencial dos celulares como ferramenta de marketing e como é importante entender tudo o que o celular representa. O celular não é um telefone. É um computador de bolso. Lon Safko, CEO da Innovative Thinking, empresa especializada em tecnologia, complementou este raciocínio de forma bem-humorada, dizendo que a nossa ligação com o celular é muito mais pessoal do que com o computador que temos em casa, que geralmente é compartilhado com outras pessoas sem nenhum problema. Lon sacou seu I-phone do bolso e disse “se um amigo pede meu celular emprestado para fazer uma ligação, eu empresto, mas se ele se afastar muito com ele ou demorar a devolvê-lo, vou começar a sentir uma certa aflição”. Para quem ainda não acredita que o celular terá importância capital no marketing e na publicidade brasileiros muito em breve, o case da Domino’s Pizza serve de exemplo. Ao lançar uma versão mobile do seu site, e investir em recursos como a possibilidade de o cliente acompanhar em que estágio de produção está a sua pizza, a Domino’s consolidou a sua liderança em delivery nos Estados Unidos. Eles entregam nada menos do que 1 milhão de pizzas por dia.

1 milhão de pizzas por dia.

1 milhão de pizzas por dia.

Abertura da DMA’09.

A abertura oficial da DMA Conference não trouxe surpresas. Assim como no ano passado, a crise nos Estados unidos e os esforços da DMA em combater leis restritivas aos marketing direto ganharam destaque no discurso inaugural do John Greco, presidente da Associação Americana de Marketing Direto. Dessa vez, o alvo das restrições nos Estados Unidos é a publicidade on-line. Como sempre, a DMA trilhou o caminho da auto-regulamentação para evitar que o marketing direto via anúncios on-line fosse prejudicado.

Outra iniciativa interessante – e que provocou aplausos na plateia – foi a negociação da DMA com o United States Post Services para manter as tarifas de postagens no mesmo patamar em 2010.

Minutos antes do evento começar, o Hoover apareceu puxando papo no saguão.

Minutos antes do evento começar, o Hoover apareceu puxando papo no saguão.

Expectativas para o segundo dia

São muitas: palestras de alto nível, networking com profissionais do mundo todo, etc, etc. Mas a minha principal expectativa é: conseguir almoçar. Por incrível que pareça, esse negócio de blog dá um trabalho danado (pensei até em marketear isso e criar a dieta do blog, jejum no almoço e sopa de letrinhas no jantar). Espero que alguém esteja lendo isso para valer a pena (além da minha mãe, da tia Wilma e do Haroldo, o porteiro do meu prédio que acabou de comprar um computador). Mãe, ia comprar um presente para você, mas o caça-níqueis levou todo o meu dinheiro. Manda uns trocados para mim?

Um belo começo

O primeiro dia de palestras da DMA Conference, se não foi brilhante, ao menos atendeu as expectativas. A última apresentação que assisti, por si só, valeu o dia. Wayne Pick, diretor de criação da Rapp Collins da Nova Zelândia, começou nervoso. Brigou com o microfone de lapela algumas vezes, sua voz quase desapareceu, a platéia começou a reclamar até que ele resolveu usar o microfone do púlpito, não sem antes ficar encabulado algumas vezes. Mas logo depois ele se soltou e apresentou trabalhos tão consistentes que no fim das contas conquistou todo mundo. Wayne falou sobre como usar a emoção para convencer os consumidores a virarem clientes. Entre muitas coisas interessantes, o criativo disse que devemos pensar em conquistar o consumidor nesta ordem: primeiro, o coração; segundo, a mente; e por último, o bolso. A emoção é o ponto alto do trabalho do neozelandês boa praça, que foi muito aplaudido e assediado no final da palestra. Tenho certeza de que no ano que vem ele será convidado novamente, como já é de praxe nas apresentações bem-sucedidas da DMA, que ganham a chancela de BACK BY POPULAR DEMAND.

Caça-níqueis de Itu

Depois da minha estréia vexatória na jogatina de Las Vegas (vide post do dia 12/10), jurei para mim mesmo que só abriria a carteira de novo para jogar se aparecesse uma máquina muito diferente. E isso aconteceu ontem, no Mandalay Bay, um dos muitos hotéis-cassinos-disfarçados-de-shoppings da Strip, a principal avenida de Las Vegas (atenção: ao contrário do que o nome sugere, a rua é bem freqüentada e todos andam nela devidamente vestidos). Era um caça-níqueis gigante, que fez muitos curiosos como eu pararem para vê-la, mas pouquíssimos ingênuos como eu jogarem. A questão era a seguinte: como o prêmio era alto – 10 mil dólares – a aposta mínima era 10 dólares. Resultado: perdi 10 mangos gringos em menos de 1 minuto.

Perdi 10 mangos em menos de 1 minuto

Quem não arrisca, não petisca, mas economiza pelo menos dez pila.

Ty Pennington, a metralhadora verborrágica

Guiness book: o homem que fala mais rápido do que pensa

Guiness book: o homem que fala mais rápido do que pensa

O principal palestrante do dia foi Ty Pennington, âncora-superstar do programa da ABC Extreme Makeover Home Edition. Já viu ou ouvir falar do programa? É aquele mesmo em que o próprio Ty sai à caça de americanos carentes e sem teto e, em apenas 4 dias e com a ajuda financeira dos patrocinadores do programa, constrói uma casa dos sonhos para eles. O programa é sucesso absoluto, não só nos Estados Unidos, mas no mundo todo. A palestra de Ty foi muito rápida, especialmente porque o rapaz tem uma uzi nos dentes. Ele fala tão rápido, mas tão rápido, que os meus colegas estrangeiros faziam caras esquisitas o tempo todo tentando decifrar seu discurso – eu também fazia caras esquisitas, mas porque o meu sapato estava me matando :-) . O que eu mais gostei da apresentação dele é que, ao contrário do que se poderia supor, considerando seu sucesso e o quanto o cara é fotografado e assediado o tempo todo, ele me pareceu muito honesto e um cara simples. Ele destacou o quanto é importante você gostar do que faz e trabalhar duro para fazer as coisas acontecerem. Nós que trabalhamos com marketing e propaganda sabemos como isso é importante. As idéias são fundamentais, mas há todo um trabalho duro a ser feito, nada glamouroso, mas muito importante para o sucesso de cada ação.

Agora começou pra valer

Música para aliviar a tensão com a situação econômica americana

Música para aliviar a tensão com a situação econômica americana

Bem ao estilo dos americanos, com muita música, luzes mil e badalação, começou oficialmente a DMA Conference 2008. Para variar, a DMA demonstrou sua força, trazendo ao palco dois senadores do país que apóiam os interesses da associação. O principal deles é evitar que o marketing direto americano seja boicotado pelas “do not lists” – as famosas listas que começaram a correr nos Estados Unidos para os que não queriam ser incomodados pelos telemarketeiros inconvenientes. Como eu já previa, a crise americana permeou os discursos de hoje. Um dos senadores disse que o cenário atual faz as intempéries da época da quebra da bolsa de valores de Nova Iorque parecer fichinha. Enfim, o lado bom é que eles estão cientes que o problema é grave, e parecem empenhados em dar a volta por cima. O lado ruim é óbvio: pode sobrar pra gente.

Twitter

Comentários recentes