O MELHOR DA DMA CONFERENCE 2009.

Arquivo de outubro de 2008

Por último, mas não menos importante

Tem um ditado popular nestas bandas que diz o seguinte: o que acontece em Vegas, morre em Vegas. Mas vi tanta coisa legal nestes dias que decidi ser do contra. Vou compartilhar as informações que colhi e que, pela complexidade ou pelo volume do conteúdo, não puderam ser divulgadas no blog. Se você tem interesse em saber mais sobre a DMA08, deixe seu e-mail aqui e aguarde novidades. Um grande abraço e até breve!

Bye-bye, so long, farewell

A Conferência da DMA chegou ao fim. E o balanço é muito positivo. A qualidade das palestras superou às expectativas e a troca com profissionais de marketing de outros países, na minha opinião, fez toda a diferença. Conheci neozelandeses, sul-africanos e até noruegueses, além de muitos americanos, claro. Quero agradecer a você que passou por aqui estes dias, nem que fosse só para dar uma espiada. E quero dizer também que foi muito bacana esta primeira experiência como blogueiro. Aliás, se você tiver sugestões, críticas e comentários, não deixe de encaminhá-los para mim. Prometo responder a todos.

Esses gringos…

No aeroporto, ao sair de Las Vegas, vi uma exposição fotográfica em homenagem aos grandes responsáveis pelo magnífico evento que é o avião. O nome de destaque da exposição foi… Wright. Isso mesmo. Segundo os americanos, quem inventou o avião foram os irmãos Wright. Eu já tinha ouvido essa história ainda no tempo da escola - há uns 30 anos atrás :) – mas o contato palpável e inesperado com ela me deixou, digamos, ligeiramente revoltado (acesse www.flickr.com/photos/claudiolara/277816370 e veja uma explicação interessante dos fatos). Aconteceu algo parecido no ano passado, quando visitei o Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque. Na parte do museu dedicada aos povos da américa latina, sempre que falavam de um determinado povo, faziam menção ao seu respectivo país. Normal, certo? Mas quando chegou a hora de falar sobre a Amazônia, curiosamente o nome do Brasil não apareceu em nenhum momento – olha que eu fiquei bem uns 45 minutos procurando. Aliás, nem no mapa aparecia o nome do Brasil. Aparecia apenas Amazônia. É mole?

Cartaz no aeroporto

Cartaz no aeroporto

4 da manhã em Las Vegas

São quase 4 horas da manhã em Las Vegas. Se você chegou cedo no escritório – por volta das 8h da manhã – poderá ler o material fresquinho que eu acabei de postar. Bom, como já é tarde por essas bandas, vou deixar para publicar as despedidas, homenagens e comentários finais para amanhã. Um bom dia a todos. 

Jeitão de fim de festa

Jeitão de fim de festa

A apresentação final

O último Keynote Speaker não estava no script. Craig Newmark substituiu Sara Blakely, da Spanks, e duvido que alguém tenha reclamado. A Craigslist é um serviço baseado em classificados e grupos de discussão, que tem nada menos que 10 bilhões de page views por mês, de mais de 50 países. Nerd assumido, Craig chamou a atenção para alguns fatos interessantes que estão acontecendo no mundo digital. Por exemplo: as empresas estão pagando profissionais para “moderarem” as discussões na internet. As campanhas políticas nos Estados Unidos estão dando pano para manga neste sentido. As pessoas estão se preocupando cada vez mais com o que é verdadeiro e o que é confiável na web. Outro exemplo interessante citado por Craig: no caso do furacão Katrina, as pessoas usaram a internet para ajudar a localizar pessoas e colaborar de várias maneiras. A internet como uma rede colaborativa tem um futuro promissor na visão de Craig. Enfim, tem muita coisa nova acontecendo e o que funciona hoje amanhã já está ultrapassado. Como disse em uma das suas inúmeras piadinhas – Craig até arranjou uma vinheta que ele mesmo acionava após cada piada – e-mail já é coisa de velho. Acho que está na hora de reativar o meu messenger.

 

Palestra de despedida

Palestra de despedida

Quebrando a banca

O último dia de palestras da DMA Conference começou mais tarde. O motivo é óbvio e ululante: na véspera, 99,9% dos participantes ficaram acordados até tarde atraídos pelo charme inebriante da jogatina. O 1% restante dormiu em cima das máquinas (juro que vi 3 velhinhos babando no caça-níqueis). Mas vamos ao que interessa: as duas últimas palestras da DMA08. A primeira delas foi uma das mais aguardadas. Não por todos, porque não estava lotada, mas por mim. O título da palestra era Como o fundador do MIT Blackjack Team pode ajudar você a quebrar a banca. O palestrante era ninguém menos do que Bill Kaplan, o gênio que inspirou o filme Quebrando da banca (http://www.youtube.com/watch?v=NGFoCtDUGy8). Na época um adolescente, Bill montou um equipe de jogadores que ganhou mais de um milhão de dólares de cassinos do mundo todo jogando blackjack, usando a teoria das probabilidades e uma técnica que ele mesmo desenvolveu. Sua palestra foi, sem dúvida, uma das melhores da conferência este ano. Kaplan fez um paralelo entre o jogo e as empresas e deu dicas valiosas para os gestores de empresas presentes na platéia. Falou que o sucesso de qualquer empresa está sedimentado na sua capacidade de montar uma equipe e treiná-la constantemente para manter o melhor aproveitamento durante longos períodos. No final da palestra, distribuiu autógrafos, tirou fotos e ainda distribuiu um baralho personalizado de presente para os que prestigiaram sua apresentação. Enfim, Bill falou tantas coisas interessantes que em vez de fazer um post de 15 linhas eu deveria fazer uma palestra.

Bill Kaplan acabou ficando amigo do Kevin Spacey

Bill Kaplan acabou ficando amigo do Kevin Spacey

Um grande cara. Quase dois metros de altura.

Um grande cara. Quase dois metros de altura. E uma simpatia.

KA pra nós

Depois que assisti ao Saltimbanco no Rio, passei a achar que a fama do Cirque du Soleil era fruto de um trabalho de marca muito bem feito, mas que o produto em si não era tudo isso. No entanto, como em Las Vegas há uma grande oferta de espetáculos do circo – 4 ou 5, se não me engano-, decidi fazer mais uma tentativa. E não me arrependi. 


Teatro do MGM, com capacidade para 1950 pessoas, lotado. Só o cenário já vale o ingresso.

Teatro do MGM, com capacidade para 1950 pessoas, lotado. Só o cenário já vale o ingresso.

O espetáculo KA é uma combinação sedutora e sofisticada de teatro e circo, com uma magnífica performance dos versáteis artistas do Cirque du Soleil. É simplesmente de cair o queixo. Vale a pena ver o vídeo, não só para conhecer um pouco do espetáculo, mas também para ver o que um bom trabalho de marca é capaz de fazer. 

Coisa de gringo

As maquininhas estão espalhadas para todo lado em Las Vegas. Muito comuns não só aqui, mas em quase todas as cidades americanas, as vending machines vendem cigarros, refrigerantes, salgadinhos. E Ipods. Isso mesmo. Essa aí da foto vendia até Ipods, PSPs, ITouchs e outras quinquilharias eletrônicas. Para quem gosta de video-game, é uma tentação: playstation portátil a 180 dólares. La garantia soy yo.

 

Cervejinha, salgadinho, cigarrinho  e Ipod. Pode?

Cervejinha, salgadinho, cigarrinho e Ipod. Pode?

Case Playboy

O segundo dia de palestras da DMA Conference foi recheado de boas palestras. Mas uma delas, em especial, chamou a atenção. Christie Hefner, CEO da Playboy, mostrou como a Playboy passou de uma simples revista a uma empresa de mídia e entretenimento multinacional, que possui uma rádio, um hotel, um canal de TV e tem sua marca em uma infinidade de produtos, como cosméticos, perfumes, filmes e até energy drinks. O segredo do sucesso da Playboy é a força da sua marca. Segundo Christie, “em um mundo em que estamos cada vez mais hi-tech, o hi-touch é mais importante do que nunca”. Como gestora da marca, Christie mantém o “dedo no pulso” constantemente para avaliar a receptividade do seu público-alvo aos novos produtos e serviços da grife. Outra preocupação dela é ser leal à essência da marca. Todos os produtos e serviços relacionados à Playboy devem estar alinhados à sofisticação e sensualidade da marca. Christie fechou a palestra em grande estilo, com um conselho que me pareceu bastante pertinente: be risky careful, but creatively risky. Em uma tradução livre, seria algo como “adubando, dá”. Brincadeira. Está mais para: seja cuidadoso, mas corra riscos criativamente. Estou com ela e não abro.

Let’s make a deal

São 16h aqui em Las Vegas. Acredito que às oito da noite todo mundo vai parar para jantar, ficar com a família ou, na pior das hipóteses, dar um gás para terminar um trabalho que ficou para trás. Sendo assim, vamos fazer um trato. Eu vou para a palestra que começa em 5 minutos e amanhã – quarta-feira, talvez para você seja hoje – abasteço o blog com todas as novidades que tenho para contar. Combinado?

A feira

Na feira da DMA, vale tudo para chamar a atenção dos visitantes

Na feira da DMA, vale tudo para chamar a atenção dos visitantes

Paralelamente as palestras, acontece um megaevento com centenas de expositores. Participam mailing lists brokers, gráficas, agências, empresas de entrega porta-a-porta, database, enfim, uma infinidade de serviços ligados à indústria do marketing direto. O carro que aparece na foto tinha um videogame dentro. O piloto competia com o copiloto. Infelizmente, o tempo é muito curto então não tive tempo de mostar minhas habilidades na boléia.

e-bay: The DMA Marketer of the Year

Ação de consumo consciente contribuiu para o reconhecimento

Ação de consumo consciente contribuiu para o reconhecimento

Anualmente, a DMA premia um profissional de marketing ou empresa que se destacou no mercado de marketing direto americano. Este ano, o vencedor foi o e-bay. Entre diversos esforços interessantes, chama a atenção o “World of good”, o primeiro ambiente virtual dedicado exclusivamente à comercialização de produtos ecologicamente corretos e de consumo consciente. Vale a pena dar uma olhada – http://content.worldofgood.ebay.com

Expectativas para o segundo dia

São muitas: palestras de alto nível, networking com profissionais do mundo todo, etc, etc. Mas a minha principal expectativa é: conseguir almoçar. Por incrível que pareça, esse negócio de blog dá um trabalho danado (pensei até em marketear isso e criar a dieta do blog, jejum no almoço e sopa de letrinhas no jantar). Espero que alguém esteja lendo isso para valer a pena (além da minha mãe, da tia Wilma e do Haroldo, o porteiro do meu prédio que acabou de comprar um computador). Mãe, ia comprar um presente para você, mas o caça-níqueis levou todo o meu dinheiro. Manda uns trocados para mim?

Um belo começo

O primeiro dia de palestras da DMA Conference, se não foi brilhante, ao menos atendeu as expectativas. A última apresentação que assisti, por si só, valeu o dia. Wayne Pick, diretor de criação da Rapp Collins da Nova Zelândia, começou nervoso. Brigou com o microfone de lapela algumas vezes, sua voz quase desapareceu, a platéia começou a reclamar até que ele resolveu usar o microfone do púlpito, não sem antes ficar encabulado algumas vezes. Mas logo depois ele se soltou e apresentou trabalhos tão consistentes que no fim das contas conquistou todo mundo. Wayne falou sobre como usar a emoção para convencer os consumidores a virarem clientes. Entre muitas coisas interessantes, o criativo disse que devemos pensar em conquistar o consumidor nesta ordem: primeiro, o coração; segundo, a mente; e por último, o bolso. A emoção é o ponto alto do trabalho do neozelandês boa praça, que foi muito aplaudido e assediado no final da palestra. Tenho certeza de que no ano que vem ele será convidado novamente, como já é de praxe nas apresentações bem-sucedidas da DMA, que ganham a chancela de BACK BY POPULAR DEMAND.

Caça-níqueis de Itu

Depois da minha estréia vexatória na jogatina de Las Vegas (vide post do dia 12/10), jurei para mim mesmo que só abriria a carteira de novo para jogar se aparecesse uma máquina muito diferente. E isso aconteceu ontem, no Mandalay Bay, um dos muitos hotéis-cassinos-disfarçados-de-shoppings da Strip, a principal avenida de Las Vegas (atenção: ao contrário do que o nome sugere, a rua é bem freqüentada e todos andam nela devidamente vestidos). Era um caça-níqueis gigante, que fez muitos curiosos como eu pararem para vê-la, mas pouquíssimos ingênuos como eu jogarem. A questão era a seguinte: como o prêmio era alto – 10 mil dólares – a aposta mínima era 10 dólares. Resultado: perdi 10 mangos gringos em menos de 1 minuto.

Perdi 10 mangos em menos de 1 minuto

Quem não arrisca, não petisca, mas economiza pelo menos dez pila.

Ty Pennington, a metralhadora verborrágica

Guiness book: o homem que fala mais rápido do que pensa

Guiness book: o homem que fala mais rápido do que pensa

O principal palestrante do dia foi Ty Pennington, âncora-superstar do programa da ABC Extreme Makeover Home Edition. Já viu ou ouvir falar do programa? É aquele mesmo em que o próprio Ty sai à caça de americanos carentes e sem teto e, em apenas 4 dias e com a ajuda financeira dos patrocinadores do programa, constrói uma casa dos sonhos para eles. O programa é sucesso absoluto, não só nos Estados Unidos, mas no mundo todo. A palestra de Ty foi muito rápida, especialmente porque o rapaz tem uma uzi nos dentes. Ele fala tão rápido, mas tão rápido, que os meus colegas estrangeiros faziam caras esquisitas o tempo todo tentando decifrar seu discurso – eu também fazia caras esquisitas, mas porque o meu sapato estava me matando :-) . O que eu mais gostei da apresentação dele é que, ao contrário do que se poderia supor, considerando seu sucesso e o quanto o cara é fotografado e assediado o tempo todo, ele me pareceu muito honesto e um cara simples. Ele destacou o quanto é importante você gostar do que faz e trabalhar duro para fazer as coisas acontecerem. Nós que trabalhamos com marketing e propaganda sabemos como isso é importante. As idéias são fundamentais, mas há todo um trabalho duro a ser feito, nada glamouroso, mas muito importante para o sucesso de cada ação.

Agora começou pra valer

Música para aliviar a tensão com a situação econômica americana

Música para aliviar a tensão com a situação econômica americana

Bem ao estilo dos americanos, com muita música, luzes mil e badalação, começou oficialmente a DMA Conference 2008. Para variar, a DMA demonstrou sua força, trazendo ao palco dois senadores do país que apóiam os interesses da associação. O principal deles é evitar que o marketing direto americano seja boicotado pelas “do not lists” – as famosas listas que começaram a correr nos Estados Unidos para os que não queriam ser incomodados pelos telemarketeiros inconvenientes. Como eu já previa, a crise americana permeou os discursos de hoje. Um dos senadores disse que o cenário atual faz as intempéries da época da quebra da bolsa de valores de Nova Iorque parecer fichinha. Enfim, o lado bom é que eles estão cientes que o problema é grave, e parecem empenhados em dar a volta por cima. O lado ruim é óbvio: pode sobrar pra gente.

Zé em pessoa

Aproveito para mostrar o Joseph Jaffe, e retificar que nós não nos tornamos amigos de verdade. O meu nome é muito difícil de dizer em inglês – algo como cendro em português. :-)

Marketeiro first class

Marketeiro first class

Conversational Marketing

A primeira das 4 palestras principais da DMA Conference deste ano foi bastante aplaudida. Como a conferência só começa para valer na segunda (comecei este post no domingo e terminei hoje), o público era reduzido – estimo algo em torno de mil pessoas (para se ter uma idéia, são esperadas 13 mil pessoas na principal palestra de amanhã. O tema foi “conversational marketing”, um assunto que promete dar pano para a manga. O palestrante foi Joseph Jaffe, segundo a DMA, um dos mais requisitados palestrantes de marketing nos Estados Unidos.

Join the Conversation, livro de Joseph Jaffe

Join the Conversation, livro de Joseph Jaffe

Adquiri o livro do Zé (depois que ele autografou o meu livro, ficamos amigos :-) e prometo falar mais sobre o assunto depois.

Tangibilizando o prêmio

Existem milhares de caça-níqueis em Vegas. Como atrair os jogadores? Com drinks grátis? Certo. Com ambientes luxuosos? Certo. Com mulheres com roupas de tamanho econômico? Certo também. Mas se nada disso funcionar, sempre há a boa e velha tática de tangibilizar o prêmio, feita com maestria pelo cassino do New York, New York. Eles estacionaram o prêmio bem na frente dos jogadores, que ficam horas e horas sonhando e gastando seus dólares.

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